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Crítica: "3%" (4ª e Última Temporada)


O medo de uma iminente escassez de recursos naturais foi abraçado na ficção como uma grande oportunidade criativa, rendendo diversas formas de se reorganizar a sociedade em sagas como “Hunger Games”, “Divergente” e “Maze Runner”. Mas é na brasilidade da essência de “3%” que vem o diferencial dentro de um conceito americano que está á beira da saturação.

Esse é o tipo de produção para se orgulhar do cinema nacional. Não só por sua qualidade técnica, mas também por saber valorizar as pluralidades do Brasil na diversidade de seu casting. Ainda que certas atuações tenham começado a série um pouco engessadas e com pouca fluidez nos diálogos.

Muito se deve também ao design de produção, que consegue entregar uma estética impecável para contrastar o límpido e futurista “Mar Alto” em relação ao decadente “Continente”.

O cenário pós-apocalíptico e as inovações tecnológicas acabam sendo mero cenário para uma trama extremamente atual sobre desigualdade social. O que é explorado de forma didática e nem um pouco maniqueísta ao mostrar personagens cuja humanidade vai além de escolher o lado do “bem” ou do “mal”.

E, para isso, soube muito bem como dividir sua narrativa complexa ao longo de 4 temporadas cativantes.

Seu enredo fantasioso e reflexivo nas medidas certas encontrou um satisfatório final, conseguindo até mesmo trazer um pouco de esperança para um futuro melhor!

Pode não ser a melhor série distópica da plataforma ou em alguns momentos parecer uma reciclagem do filme “Acquária” (2003) com a dulpa Sandy & Jr, mas merece ser vista e consagrada.


As 4 Temporadas de “3%” estão disponíveis na Netflix:

NAVEGUE

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