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Crítica: “A Última Coisa que Ele Queria”


A repórter Elena McMahon (Anne Hathaway) não poupa esforços em sua busca pela verdade, custe o que custar. Não bastasse a perseguição política por conta de seu trabalho, ela entra em uma zona de risco ao se envolver com os perigosos negócios de seu pai á beira da morte.


A nova produção da Netflix tinha tudo para ser minimamente notável, mas acaba sendo decepcionante. Um ótimo livro base (The Last Thing He Wanted de Joan Didion) que foi adaptado de forma preguiçosa, um elenco de peso que foi extremamente mal utilizado e uma direção desnorteada de Dee Rees.


O roteiro pressupõe que o publico já tenha uma boa noção do contexto sociopolítico da América Central nos anos 80 e vai jogando informações sem se importar em desenvolvê-las. E a mistura de narrações confusas com uma trilha sonora irritante consegue causar uma agonia a ponto de desistir de assistir.


O único ponto positivo da parte técnica é o uso inteligente da paleta de cores, mas não é nada inovador após projetos como “Papillon” e o próprio “Mudbound” de Rees.

Nem Anne Hathaway consegue se destacar em uma personagem tão rasa que mal tem um arco drmático. Além de ser revoltante ver Willem Dafoe e Rosie Perez em papéis tão deixados de lado que acabam sendo irrelevantes para a trama. A única atuação que combina com o projeto é a de Bem Affleck, o que diz muito sobre a qualidade do material.


Os primeiros momentos enganam que esse pode ser uma versão de baixo orçamento de “Spotlight” ou “The Post”, mas depois de cenas frenéticas desconexas e um plot twist sem cabimento não tem nem como defender quem fez esse argumento sair do papel.


“A Última Coisa que Ele Queria” já esta disponível no catálogo da Netflix: https://www.netflix.com/br/title/80245076


NAVEGUE

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