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  • DARA

Crítica: A Maratona de Brittany



Brittany Forgler (Jillian Bell), tem 27 anos e uma vida nada saudável. Dorme até tarde, come mal, bebe muito, vai mal no trabalho. Numa consulta médica, ela descobre que esse estilo de vida está colocando-a numa situação de saúde ruim e que as coisas precisam mudar. E ela tem medo. De mudar, de encarar seus problemas e erros, de recomeçar. Muito orgulhosa para pedir ajuda, ela inicia a jornada sozinha, e constrói uma parede ao seu redor mesmo com bons amigos que se importam verdadeiramente.

É muito louco o quanto a personagem é verdadeira. Ela é uma protagonista que não se esforça para ser gostável, ou perfeita. Ela é uma mulher real, com os medos, os erros, os defeitos e os desafios. Não precisa ser polida, editada ou poetizada para ser interessante. Ela tem medo de confiar, medo de ser amada, medo de admitir que está errada e o maior medo de todos: o de tomar responsabilidade pela própria felicidade.


Acompanhamos a personagem num caminho cheio de obstáculos, cheio de frustrações, que a levam até a realização de que tudo o que pode fazê-la feliz depende dela. Os relacionamentos dependem dela entender que não precisa se contentar com pouco, que pode lutar pelo que merece. A saúde e o emagrecimento ocorrem por ela ter entendido que nunca foi sobre a aparência do corpo, mas sobre ela saber dar ao corpo que a faz estar viva o que ele precisa e merece para viver bem. A carreira depende dela entender que as coisas não vêm fácil e que ela não era simplesmente intitulada ao sucesso, mas que precisava se dispor ao esforço que seria chegar onde quer.


É um filme simples, sem nenhuma prepotência, que cumpre bem o papel de nos contar uma história. É divertido, engraçado, leve e sensível nas medidas certas. E eu diria que é muito importante. É importante para nós, mulheres, nos vermos representadas dessa forma. Como pessoas que tem defeitos, que sentem e causam dor, que erram e acertam, mas que podem sempre crescer e tomar as rédeas da própria vida.


Mulheres, nossas vidas são nossas. É tudo o que eu consegui pensar desde que saí do cinema. Minha eterna gratidão às pessoas que contam nossas histórias dessa forma.



NAVEGUE

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