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  • DARA

Crítica: A Possessão de Mary


A possessão de Mary tinha tudo para ser um filme marcante. Não é.


Um pai de família pescador tem o sonho de comandar seu próprio navio, e numa feira de barcos decide comprar Mary: um barco antigo, precisando de muitas reformas e bem macabro. Ele se diz atraído pelo barco de uma forma que não consegue descrever. Ele, a esposa, as duas filhas e o sócio reformam o barco e o levam à alto mar para completar juntos a primeira viagem da embarcação... Que era uma viagem extremamente perigosa com muitos desaparecimentos reportados na história. Que ótima ideia.


Fiquei inicialmente muito curiosa pelo fato de o filme tratar de um sistema de crenças muito desconhecido pra mim, que vem da cultura dos marinheiros. A mitologia das sirenas, as bruxas do mar, que atraem os marinheiros para matá-los.


Mas a história não se desenvolve de uma forma satisfatória. Não senti empatia por nenhum dos personagens, não consegui me relacionar com eles e em nenhum momento me transportei para a história. Era sempre um filme, e nada mais que isso.


Em contrapartida, a construção da tensão é interessante. O aparecimento da assombração do barco começa interessante, com pesadelos e os clássicos desenhos da filha mais nova com a consequente possessão da mesma. Mas depois que Mary, a sirena, aparece de fato, quebra-se toda a magia.

O CGI não é nada crível e chega a ser levemente cômico.


E aí chegamos no final, que é repentino e poderia ser muito chocante, se não fosse a apatia do elenco.


No geral, não me impressionou. Achei a premissa interessante, com uma boa ideia, mas mal desenvolvida.



NAVEGUE

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