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Crítica: "As Panteras"

A franquia “Charlie’s Angels” (que nunca entendi a lógica de ter sido batizada de “As Panteras” no Brasil) não é novidade em Hollywood e já era esperado que fosse alvo desse momentum dos Remakes/Reboots. O grande acerto dessa produção foi abraçar tudo o que fez essa formula ser um sucesso que atravessa gerações e ainda expandir esse universo com um cenário onde a Agência Townsend atua ao redor mundo.


Não tem como resumir o enredo dessa grande celebração do Girl Power. Aliás, a graça está em se deixar levar pelas reviravoltas de um roteiro que foge do previsível. A trama entrega com excelência comédia E ação, sem que os alívios cômicos quebrem a ótima construção de tensão. Destaque também para o dinamismo dos planos em cenas de luta, chegam a causar uma deliciosa agonia na poltrona. Até os pequenos abusos de CGI proporcionam certa nostalgia com as franquias anteriores.


Os figurinos são um espetáculo a parte, conseguindo tanto homenagear as gerações anteriores de Panteras quanto ironizar a falta de praticidade dos looks icônicos na hora da ação. Toda a direção de arte é brilhante nos detalhes e a fotografia torna tudo ainda mais glamouroso.

A trilha sonora tem Ariana Grande como uma das produtoras executivas e está impecável. As faixas vão acompanhando as várias ambientações da trama e fecham com chave de ouro o conceito estético criado.



Mas o trunfo do filme ainda é o elenco.

Kristen Stewart cala todo o burburinho criado antecipadamente pela controvérsia do seu casting e consegue enterrar seu passado sombrio de “Bella Swan” no que é um dos melhores papéis de sua carreira. Sabina tem as melhores tiradas e (pasmem!) uma expressividade que transborda carisma.

Naomi Scott (A Jasmine que carregou nas costas o recente live-action de Aladdin) é uma constante surpresa no decorrer do longa com a sua ingênua Elena e a promissora Ella Balinska é hipnotizante em cena como Jane.

Até o galã do momento Noah Centineo surpreende em sua participação como o (novamente, pasmem!) awkward Langston.


Mais do que como atriz, é preciso exaltar a Direção e roteiro de Elizabeth Banks. Seria inadmissível esse projeto não ser encabeçado por uma mulher, mas com sua excepcional visão e versatilidade o molde clássico foi resignificado para os tempos atuais com primor.

Houve o cuidado de envolver mulheres em todos os setores de produção e essa força é refletida em cada detalhe.


O filme celebra o passado enquanto entrega o essencial para o entretenimento do futuro: Representatividade.

É lindo ver mulheres de todos os tipos sendo exaltadas e não como mero objeto de sexualização.

Todxs podemos (e devemos) lutar como uma garota, principalmente usando o conhecimento como arma.



“As Panteras” chega aos cinemas em 14 de Novembro, com distribuição da Sony Pictures Brasil. E Aguardem as cenas pós-créditos recheadas de participações MUITO especiais.

NAVEGUE

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