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Crítica: As Rainhas da Torcida



Depois de dar fim aos acúmulos de sua vida, Martha (Diane Keaton) decide trocar o tratamento de seu câncer terminal por passar seus últimos meses na tranquilidade de um asilo (que mais parece um resort). Mas entre vizinhas excêntricas e a recusa de se conformar com a idade, ela decide resgatar seu sonho frustrado de ser Cheerleader e criar sua própria equipe com suas colegas da terceira idade.


Toda a sofisticação padrão “sessão da tarde” para uma história cheia de aprendizados. O longa vem disfarçado de comédia mas emociona com sua mensagem de “Nunca é tarde demais para seguir seu coração”.


No auge dos meus 20 anos foi impossível não me identificar com essas senhoras. Não só pelo meu sonho frustrado de ser cheerleader, mas por tudo que já me sinto “velho demais” para fazer. Até Sandy assume sua indignação com “ser jovem pra ser velha e velha pra ser jovem” em sua faixa “Aquela dos 30”, então imagina aos 60, 70, 80...




Um roteiro simples, que não se esforça para desenvolver muito suas personagens geniais. E não há duvidas de que aquelas senhorinhas são mais dignas de filme solo que muito herói da Marvel. Mas são personagens que, mesmo rasas, cumprem com sua função de divertir em cada cena.

A idade não é uma questão usada para extrair momentos de deboche, mas da uma visão tão leve e realista do envelhecer que acaba quebrando estereótipos de idade.


Mesmo com seu Oscar (por Annie Hall em 1977) e nenhuma intenção de parar de lançar um filme após o outro no auge de seus 73 anos, convenhamos que Diane Keaton sempre segue a mesma fórmula em suas personagens (o que sempre funciona). Sua Martha lembra sua icônica Annie de “First Wives Club” ou sua personagem de “The Big Wedding”, o que faz ser mais fácil de criar empatia mesmo nos primeiros minutos ranzinzas do filme.



Já Jacki Weaver faz uma Sheryl que é o sonho de qualquer neto ter como avó (Menos o seu próprio neto, interpretado por meu novo crush Charlie Tahan). Sem filtro algum, ela é a responsável pela maioria dos alívios cômicos quando as lagrimas começam a se manifestar.

Alisha Boe (a Jessica de 13 Reasons Why) também tem ótimos momentos com sua personagem que foge do padrão hollywoodiano de uma capitão das líderes de torcida.


90 minutos de filmes entregam uma narrativa consistente mas não satisfazem. Sai da cabine querendo mais e confabulando sobre uma série acompanhando essas personagens em vários torneios de torcida enquanto quebram suas barreiras pessoais.


“As Rainhas da Torcida” estreia em 25 de Julho nos cinemas, distribuído pela Diamond Filmes.




NAVEGUE

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