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  • DARA

Crítica: CRIME SEM SAÍDA



O filme dirigido por Bryan Kirk (Middletown) é instigante. Boa narrativa, cenas diretas e incisivas, ritmo acelerado que te mantém na pontinha da cadeira e um toque de crítica social interessante. Mantém alguns clichês do subgênero de ação policial, mas também estabelece alguns pontos interessantes de originalidade.

O filme inicia com a apresentação do detetive Andre Davis (Boseman) que está sob olhar crítico da corregedoria, por já ter matado muitos suspeitos. O personagem alega ter feito tudo pela lei, e se mostra como o good cop, que joga pelas regras e preza pelo caráter. Logo depois, conhecemos Ray (Taylor Kitsch) e Michael (Stephen James), dois ex-militares que invadem um estabelecimento para roubar uma quantia específica de cocaína e se deparam com muito mais. Eles acabam matando muitos policiais, que chegaram no local de forma curiosa, na fuga e Andre Davis é encarregado de investigar o caso. A ilha de Manhattan é isolada por todos os lados: ninguém entra, ninguém sai, até que eles sejam encontrados.

Temos um filme que faz boas escolhas. A ideia da cidade em lockdown incita a sensação do suspense e a expectativa para o confronto final, que na realidade acontece da forma mais inesperada possível. Após a aparição inusitada dos policiais à cena do crime e ações suspeitas dos mesmos durante a investigação criam um clima sutil de que algo não está sendo contado, aumentando mais ainda o suspense.

Os personagens são bem explorados, com exceção da personagem de Sienna Miller, que está superficial e genérica. O roteiro faz um bom trabalho em associar cada acontecimento e seus antecedentes. A construção moral e ética de cada um adiciona à camada de tensão que existe durante o filme inteiro. É difícil não se perguntar o que realmente constitui justiça. O que faz de um certo e do outro errado, quem é “bandido” e quem é “da lei”. É uma discussão extremamente pertinente e atemporal, que eu poderia ter sido até mais enfatizada. O filme molhou os pés na temática social, mas apenas sutilmente. De qualquer forma, é um processo reconhecível de intelectualizar e aprofundar mais o gênero.

É um filme interessante. Mantém o espectador entretido e curioso, atento. Vale a ida ao cinema e o entretenimento é certeiro, principalmente para fãs do gênero policial.



NAVEGUE

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