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Crítica: "Daybreak"



Uma explosão acaba exterminando os habitantes maiores de 18 anos, fazendo com que os jovens precisem se organizar em sociedade para lidar com uma nova realidade e a escassez de recursos. Em meio ao caos, Josh Wheeler (Colin Ford) se arrisca para encontrar a garota dos seus sonhos.


Uma jornada do herói extremamente clichê abre espaço para um humor ácido na medida certa, e consegue se destacar entre a falta de originalidade na maré de distopias teen dos últimos anos.


Daybreak é uma série despretensiosamente genial. Cada episódio é uma experiência isolada, pois a narrativa se renova o tempo todo brincando com estilos do audiovisual (o que garante desde referências à filmes de samurai ao uso de metalinguagem para satirizar séries). E a mudança de perspectiva contando a historia torna a experiência ainda mais dinâmica. Até o uso constante de Flashbacks não fica cansativos, criando até uma expectativa para os próximos.


Mesmo que a série não tenha a intenção de se levar à serio, o elenco todo é ótimo.

O protagonista (interpretado por Colin Ford) demora um pouco para engatar sua simpatia, afinal já ficou exaustivo assistir o biotipo “jovem branco padrão que não se encaixa” em atos inconsequentes depois de perder a namorada boa demais para ele. Mas com o tempo a preguiça com o Josh passa e da até para criar uma leve empatia.


Muitos personagens são apresentados em pouco tempo, o que não fica confuso por todos terem personalidades marcantes o bastante para criar interesse à primeira vista. Destaque para a pequena notável Alyvia Alyn Lind como a icônica Angelica e o impressionante trabalho de Krysta Rodriguez como a Ms. Crumble.



A estética criada é um grande retalho de referências e mesmo assim consegue fazer sentido até nos mínimos detalhes. E a trilha sonora é uma constante surpresa que complementa as cenas e as deixa no seu ápice, contando até com alguns números musicais involuntários.

É interessante ver a diversidade do elenco e como as minorias são exaltadas. Mesmo o bullying, que é uma das temáticas mais abordadas, é construído sem reafirmar estereótipos ou cair sob os mesmos oprimidos de sempre.


Fica fácil esquecer que são colegiais que tiveram sua adolescência interrompida pelo apocalipse, até que, dentro das situações mais cômicas e absurdas, florescem dilemas morais e desafios do amadurecimento. É surpreendente o quão profunda essa comédia distópica adolescente consegue ser.


A temporada de 10 episódios termina não só com uma mensagem preciosa, mas com um plot twist que da gancho para potenciais sequências. Afinal, é tão divertida de se assistir que mal da pra pensar sobre todo o cenário de ficção científica em que ela se passa. E tem material de sobra para fazer teorias!



Daybreak está disponível no catálogo da Netflix: https://www.netflix.com/title/80197462

NAVEGUE

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