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Crítica: “Emily em Paris”


Emily Cooper (Lily Collins) é surpreendida com uma proposta de trabalho em Paris, onde terá como um grande diferencial levar seu ponto de vista americano para uma empresa francesa que busca inovar em seu marketing. Não bastasse todo o choque cultural intercontinental, a jovem vai precisar encarar dilemas profissionais e amorosos em sua nova jornada.

Darren Star domina como ninguém a magia de fazer as narrativas mais banais e insossas do mundo real parecerem contos de fadas nas telas. Sua nova criação para a Netflix aquece o coração desde a primeira promo. E a sensação ao final vai além de uma nostálgica reciclagem ao melhor de sua formula em “Sex and the City”, mas consegue também resignificar sua assinatura para uma nova geração que talvez tenha a heresia de nunca ter consumido os clássicos que consagraram o criador na história das séries.

Por mais que o embate “prepotência francesa X exacerbada positividade americana” sempre renda debochadas narrativas, a premissa da série passa longe de ser inovadora. É na leveza do storytelling que os 10 episódios de aproximadamente 30 minutos cada passam voando. Principalmente pela fluidez com que a linguagem de mídias sociais é usada na montagem da série, dando dinamismo e timing perfeitos.

Vale até dar pausas estratégicas para apreciar toda a estética visual e o primor dos figurinos vibrantes.

O pacote fica completo com a alegoria carismática de Lily Collins no papel título. A atriz inglesa da vida á uma personagem que traduz toda uma geração que se iludiu com Gossip Girl e tenta se colocar em um mundo onde tudo parece conspirar contra o seu pertencimento pleno. É o tipo de protagonista em que se torce enquanto compreende plenamente cada um de seus erros.

Personalidades excêntricas e bem desenvolvidas não são colocadas á toa no roteiro, trazendo narrativas paralelas complementares muito bem interpretadas por Ashley Park, Lucas Bravo, Camille Razat e Samuel Arnold. Até figuras mais próximas de um “vilanismo” vindas de Philippine Leroy-Beaulieu, Bruno Gouery e William Abadie garantem sua simpatia em cena.

Com Final feliz americano ou francês, é o tipo de história que merece continuar sendo contada. Difícil criar expectativas de renovação tão cedo e em tempos tão incertos para a indústria do entretenimento, mas é um material de muito potencial.


“Emily em Paris” já está disponível na Netflix: https://www.netflix.com/br/title/81037371

NAVEGUE

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