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Crítica: "Entre Facas e Segredos"


O suicídio do patriarca da família Thrombey passa por uma reviravolta quando o famoso detetive Benoit Blanc (Daniel Craig) é misteriosamente contratado para investigar o caso e todos os familiares se tornam suspeitos de um potencial assassinato.


Uma trama inteligente que bebeu na fonte de Agatha Christie e conseguiu trazer o gênero para a atualidade, sendo uma ótima forma de apresentá-lo para uma geração que precisa se contentar com romances policiais rasos como Pretty Little Liars e Riverdale.


Um elenco de peso se destaca por jogar muito bem em conjunto. Mas grandes nomes como Jamie Lee Curtis, Toni Collette e o próprio Daniel Craig em seu melhor desempenho são um mero background para o brilhante destaque de Ana de Armas como a cuidadora Marta Cabrera.

Dentre tantas personalidades marcantes ficou nítida a falta de carisma de Chris Evans sem seu uniforme de Capitão América. Mesmo Katherine Langford com mais uma versão de sua Hannah Baker de 13 Reasons Why é mais notável.



Os mistérios e reviravoltas ainda conseguem deixar espaço para a comédia, garantindo muito humor inteligente e tiradas ácidas. É interessante ver como o que poderia ser uma piada fácil que cairia em estereótipos é subvertido, com o exemplo da “confusão” com o país de origem da personagem Marta ser colocada como uma forma de xenofobia ao invés de apenas reafirmar um estigma de generalização dos povos latinos.


Com uma bela estética e trama instigante, o longa é um bom entretenimento despretensioso e um prato cheio pra quem gosta de entrar de cabeça no gênero e investigar junto. Aliás, atenção nos mínimos detalhes desse roteiro genial!



“Entre Facas e Segredos” chega aos cinemas em 12 de Dezembro, com distribuição nacional da “Paris Filmes”.

NAVEGUE

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