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Crítica: Era uma Vez... em Hollywood



Como fazer a sinopse de um filme que já começa com um aviso anti-spoilers assinado pelo próprio Tarantino?


“Era uma vez em Hollywood” faz jus a seu título e entrega uma história fantasiosa com a visão que o diretor tem do conturbado final da década de 60 na indústria cinematográfica, quando a era de ouro chegava ao fim e a televisão estava em ascensão.


Dividido quase como em capítulos de um livro, o enredo acompanha o galã do Western Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) perdendo cada vez mais a sua relevância no meio artístico. Assim como Cliff Booth, seu dublê de longa data que agora precisa rever as escolhas de sua carreira. E na contramão apresenta uma esperançosa Sharon Tate nos meses precedentes ao macabro caso Tate-Labianca.


Várias narrativas paralelas são apresentadas para criar uma grande homenagem ao meio, o que ás vezes torna o enredo muito didático para demarcar tempo e apresentar personagens. Uma ambientação impecável aliada a fotografia detalhista conseguem garantir uma imersão que alivia as quase 3 horas de filme.





Mesmo rodeado de controvérsias, é indiscutível o primor técnico de Quentin Tarantino nesse que pode ser o último filme antes de se aposentar. Um roteiro cheio de humor ácido e a escolha de usar suas icônicas cenas de violência quase como um alivio cômico podem garantir a popularização do longa fora da bolha cinéfila.


Margot Robbie só tem um defeito nesse filme: não ter mais destaque! O corte apresentado na cabine de imprensa já foi diferente do apresentado em Cannes, onde clamaram por mais cenas com a atriz, e mesmo assim não é o suficiente para tanto talento. Sua performance faz cada uma de suas poucas falas surpreender.


Leo DiCaprio usa e abusa de sua versatilidade na missão complexa que é interpretar um ator interpretando personagens ao longo da trama. Existe uma cena específica que seria uma ótima tape para o Oscar mas, mesmo com os esforços do ator, a direção deixa de explorar um desenvolvimento mais profundo da depressão de sua personagem e se satisfaz apenas com tornar o assunto uma piada.





Já Brad Pitt se acomoda no fato de sua personagem ser apenas um recurso de roteiro para entregar mais uma de suas atuações insossas. Diferente de sua hipnotizante parceira de cena Margaret Qualley, que merecia ser mais do que um mero alvo da podolatria de Tarantino.


O elenco é repleto de participações especiais, que vão de Al Pacino á astros teen como Austin Butler (The Carrie Diaries) e Dakota Fanning (The Alienist). Mas é preciso destacar o humor genial de Lena Dunham (Girls) e uma certa cena com a preciosa Maya Hawke (Stranger Things).





“Era uma vez em Hollywood” chega aos cinemas em 15 de Agosto, com distribuição da Sony Pictures.

NAVEGUE

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