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Crítica: FEEL GOOD



Olá, isolados! Como estão? Por aqui, estamos assistindo muito filme e muita série. Hoje, eu e a Elá Marinho viemos fazer uma crítica de Feel Good, nova série da Netflix. A série tem 6 episódios de aprox. 25 minutos cada. Dá pra ver rapidinho. Foi criada e estrelada pela comediante canadense Mae Martin, e é uma semi autobiografia.


Na série, Mae está tentando se estabelecer como comediante no Reino Unido enquanto passa por seus desafios pessoais. Ela é uma viciada em recuperação, com uma personalidade intensa e muitas questões emocionais a serem resolvidas. Um dia, em um de seus shows, Mae conhece Georgina (Charlotte Ritchie), e elas passam a ter um relacionamento que é muitas vezes estranho, mas vai tomando corpo ao longo da trama.


A série começa muito devagar, e demora a prender a atenção. Os primeiros episódios servem apenas pra dar um panorama geral do contexto da vida da personagem, que também demora a se estabelecer. Então, precisamos insistir para continuar. Em uma cena específica, no terceiro episódio, comecei a ficar mais interessada e seguir com mais atenção. As personagens já ficam mais claras, com personalidades melhor delineadas e a trama toma um pouco mais de corpo. Mas, de qualquer forma, continua na mesma vibe de um dia chuvoso. Com cores claras, ambientes tranquilos e cinzas, Feel Good tem uma estética bastante inglesa, o que é interessante. Cumpriu bem o papel de nos familiarizar com a cultura na qual as personagens estão inseridas e entender suas motivações e energia.


A dinâmica entre Mae e George é bem confusa no início. Elas não parecem ter sincronia e em muitos momentos nem parecem um casal mas, ao longo do tempo, ficam mais firmes. No quesito representatividade, a série acerta muito. É um refresco ver uma protagonista que é parte do espectro LGBTQIA+ e tem uma storyline que não gira apenas em torno de sua sexualidade e sua autoaceitação. A personagem tem camadas, desejos, frustrações e relações que a deixam real. E ela é, de fato. O relacionamento é realista, complexo e com crises sinceras.


Os personagens tem muita humanidade e, embora demore um pouco, conquistam. O humor introspectivo da narrativa deixa os assuntos sérios mais leves. É uma boa indicação para os que curtem séries mais rápidas que não exigem tanto envolvimento. É uma trama sobre vida real e seus desafios, sem grandes momentos ou um grande clímax, mas verdadeira e sensível.




A primeira temporada de Feel Good está disponível na Netflix.

Dara Galvão e Elá Marinho.


NAVEGUE

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