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Crítica: Homem-Aranha: Longe de Casa



Em um mundo pós-eventos de “Vingadores: Ultimato”, Peter Parker (Tom Holland) tenta ao máximo conciliar sua vida dupla de adolescente comum de dia e herói da vizinhança de noite. Mas sua excursão escolar na Europa leva outro rumo quando uma nova ameaça faz o mundo precisar mais uma vez do Homem-Aranha.


Um enredo base simples que surpreende com um ótimo equilíbrio entre cenas de ação surreais e uma comicidade pontual. Se tratando de um filme Marvel é louvável o quanto isso foi bem executado, fugindo da fórmula fatigante de piadas previsíveis e sequencias de luta sem sentido (ou necessidade).


O roteiro constrói bons plot twists, mesmo os mais previsíveis conseguem surpreender. E ser a continuação direta de “Ultimato” não foi um peso para o filme, que explica as pontas soltas de forma simples e referências do MCU até cansar (e chega uma hora que cansa). A trilha sonora é um dos pontos altos do filme, trazendo clássicos que vão de Whitney Houston a AC/DC e The Go-Go’s, acertando no timing de cada cena.



Não sei se amo Tom Holland no papel por ter me frustrado com os interpretes anteriores (Tobey Maguire e Andrew Garfield) ou realmente por sua interpretação da personagem em si (que pode ser mera extensão de sua própria personalidade), mas tudo que ele constrói funciona. O clichê “Grandes poderes vem com grandes responsabilidades” é potencializado pela perspectiva adolescente de naturalmente enxergar tudo absurdamente maior do que realmente é.


Zendaya mais uma vez faz o incrível papel de “Ela Mesma”, mas dessa vez com um roteiro que valoriza sua atuação rasa em um humor construído para sua personalidade blasé. Já Jake Gyllenhaal como Quentin Beck/Mysterio é um ótimo acréscimo para o MCU, o único defeito foi ter demorado tanto para entrar nele. Assim como Samuel L. Jackson, que já passou da hora de estrelar um filme solo de Nick Fury.




É um alivio ver um elenco adolescente interpretando adolescentes, não da mais pra comprar atores nos seus 20 e tantos em papéis de colegiais. E isso atrelado a um casting cheio de representatividade (nada mais que a obrigação mas vale o biscoito) traz realidade para a trama. Além de uma leveza que consegue abranger o público do filme para além dos geeks fissurados que a Marvel vem tentando agradar nos últimos anos e, em consequência, excluindo quem apenas curte o gênero.


Bom humor, entretenimento fácil e de quebra consegue fazer crítica social foda com os rumos que nossa sociedade da espetacularização pode tomar.


Aguardem as cenas pós-credito!!!


“Homem-Aranha: Longe de Casa” chega aos cinemas em 4 de Julho, com distribuição da Sony Pictures.




NAVEGUE

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