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Crítica: “I Am Not Okay with This”



O jovem Sydney Novak (Sophia Lillis) tem uma vida normal na medida possível, ainda que esteja lidando com a perda de seu pai e tenha uma constante sensação de não se encaixar socialmente. Até que poderes telecinéticos começam a se manifestar sem que tenha explicações ou controle deles.


Baseada na Comic Book de mesmo nome de Charles Forsman, é inegável que “I Am Not Okay with This” compartilha o mesmo autor de “The End of the F***ing World”. Não só a divulgação foi feita pegando gancho no hype da série britânica recentemente finalizada, como toda a estética visual e cênica foi descaradamente reciclada da fórmula que funcionou anteriormente.

Mas tudo que era novidade em TEOTFW simplesmente não se sustenta IANOWT (Pra que títulos tão longos?).


Furos de roteiro á parte, a narrativa sobre conflitos adolescentes é rasa. Até tentam esboçar diálogos sobre identidade, depressão e sexualidade, mas que não chegam a lugar algum. Já a trama fantasiosa não é bem estruturada e beira o ridículo. O grande plot twist não só é previsível como é um spoiler escancarado no título de um dos episódios.


Cortando as partes desnecessárias do material, os 7 episódios com cerca de 20 minutos cada poderiam render um ótimo primeiro episódio de uma série com potencial para ir além do mediano. Mas o conjunto da obra não leva a nada e mal consegue instigar para saber o futuro da obra.



A protagonista também não colabora. Sydney já se apresenta como uma “garota branca de 17 anos sem nada de especial” e seu único traço de personalidade desenvolvido é literalmente um vazio “não ser como as outras garotas”. Sophia Lillis entrega bem uma certa inocência adolescente nas cenas mais escrachadas em que sua personagem está descobrindo seus poderes e simplesmente não sabe lidar com isso. Mas os diálogos rasos só não são piores que a narração confusa e excessivamente autoexplicativa.


Diferente da personagem de seu companheiro de cena Wyatt Oleff (O Stanley de It), que é umm estereótipo ambulante feito com tanta convicção e descontração que consegue entregar uma simpatia instantânea. A química dos dois é um pouco forçada, mas é interessante quando associam sua relação com os heróis de quadrinhos e seus “mentores” ao invés de insistir em um romance vazio.


Vale destacar apenas a vibe atemporal que os figurinos e trilha sonora conseguem criar. São um bom plano de fundo para desviar o foco dessa saturada narrativa de “jovens brancos complexados e inconsequentes™”.


Felizmente é uma série de curta, pois a falta de carisma do todo não poderia ser arrastada por uma longa duração.

Daqueles produtos esquecíveis e com continuação dispensável, mesmo que uma segunda temporada pudesse ao menos justificar a argumentação que fez esse projeto sequer sair do papel. Não da nem pra ser cativado a buscar respostas nesse grande esboço nada atrativo.


A primeira temporada de “I Am Not Okay with This” já está disponível no catálogo da Netflix: https://www.netflix.com/title/80244781

NAVEGUE

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