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Crítica: “Jexi, um Celular sem Filtro”



Phil (Adam Devine) é um jornalista que leva uma vida monótona e tem no celular uma válvula de escape para se livrar do convívio social. Uma nova atualização do aparelho vem com o sistema de inteligência artificial Jexi, que o estimula á viver além do virtual queira ele ou não, e aos poucos a relação de codependência vai se tornando perigosa.


A premissa do longa remete muito ao filme “Her” (2013), mas com a melancolia da personagem de Joaquin Phoenix sendo substituída por um bom e velho humor trash. O roteiro acerta em não se levar á sério, ao mesmo tempo em que coloca o conflito principal em um patamar tão absurdo que consegue trazer a reflexão sobre o quanto damos acesso de nossa vida pessoal para aparelhos tecnológicos.


Adam Devine (Pitch Perfect) é o tipo de ator que pode até fazer o mesmo tipo de papel sempre, mas que sempre os entrega com consistência. Nesse longa, ele faz uma versão mais sóbria de sua já conhecida fórmula de sucesso, trazendo também uma boa leitura da solidão off-line na era digital.


Mas a grande surpresa é Rose Byrne (Neighbors) dando voz e vida á Jexy. O texto ás vezes peca no humor depreciativo para atingir o protagonista, mas seu trabalho vocal é de uma expressividade absurda.


O conjunto do elenco funciona muito bem, tendo um casting bem diversificado de comediantes que parecem se divertir em cena.


Tem um humor bem peculiar, que vai fundo no escrachado e beira o apelativo, mas esboça uma necessária crítica social. É esquecível, mas é divertido.



“Jexi, um Celular sem Filtro” chega aos cinemas em 5 de Março, com distribuição nacional da Diamond Films.

NAVEGUE

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