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Crítica: "Joias Brutas"


Howard Ratner (Adam Sandler) é um típico trambiqueiro de NY. Envolvido com o mercado de joias e viciado em jogos de azar, ele vai se complicando cada vez mais em um perigoso mundo de ambição e adrenalina.


Os irmãos Safdie tem um estilo interessante de fazer cinema, que tem tudo para se consagrar e inovar para além do circuito alternativo nos próximos anos. O projeto levou quase 10 anos para sair do papel e passou por altos e baixos entre mudanças de elenco e problemas de produção. Mas acabou atraindo os olhares de Martin Scorsese, que é uma nítida fonte de inspiração da dupla, para assumir a produção executiva.


A distribuição internacional ser adquirida pela Netflix pode ter sido a melhor forma do longa com orçamento mediano e produção independente ser disseminado, mas a combinação de trilha sonora e fotografia teria muito mais potencial de ser uma experiência quase que imersiva em uma sala de cinema.


Esse é um daqueles filmes de ação que cai em clichês tão frenéticos que consegue até fingir que é realmente interessante. Mas a trama em si não passa de uma agonizante série de inconsequências de um sujeito que nem sequer justifica suas próprias burradas. Situações apelativas lembram um pouco do sentimento que “La Casa de Papel” tenta criar no público para torcer por “mocinhos” fazendo um teórico bem de forma nada ortodoxa.



O hype criado em cima da atuação de Adam Sandler cai por terra logo. A grande surpresa de ver o ator se esforçando para atuar pela primeira vez em anos de comédias rasas não deveria ser tão superestimada uma vez que esse é o mínimo esperado para alguém se dizer ator, mas sim uma decepcionante constatação da mediocridade de sua carreira até então.

Chega a ser absurdo considera-lo um esnobado do Oscar de um ano com tantas atuações mais relevantes.


A pouca simpatia que é possível ganhar no pouco tempo de tela da personagem de Idina Menzel (Frozen) já é suficiente para a sua função narrativa. Enquanto a novata Julia Fox cativa facilmente o interesse do público com sua sensibilidade. Destaque também para a eletrizante participação de Lakeith Stanfield (Atlanta) como um dos principais mecanismos de construção de tensão da trama.


São esboçadas boas criticas á supervalorização de produtos em um mercado ganancioso que, em contrapartida, explora cruelmente os lugares carentes de onde vem a matéria prima e mão de obra desvalorizada. Mas esse está longe de ser o foco da obra.


É valido pela experiência em geral, mas deixando de lado qualquer expectativa de ser um filme memorável.



“Joias Brutas” já está disponível no catalogo da Netflix: https://www.netflix.com/br/title/80990663

NAVEGUE

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