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Crítica: “Love, Victor” (1ª Temporada)


Victor (Michael Cimino) muda de cidade e passa a frequentar o Colégio Creekwood, usando esse recomeço para tentar entender seu lugar no mundo e sua sexualidade. Para isso, o jovem busca conselhos de Simon Spier (narração de Nick Robinson), que anos antes revolucionou o colégio com sua história de amor.

A série da Hulu (que o Disney Plus não quis assumir em seu catalogo “familiar”) é um spin-off que expande o legado de “Love, Simon” para outras discussões. E ao contrário do “Eu sou igualzinho a você” que começa o filme de 2018, a mensagem que o primeiro episódio já deixa claro é de que “essa história não tem nada a ver com a sua”.

Apesar da narrativa baseada no livro de Becky Albertalli ter inovado ao levar para o cinema um clichê que não era estrelado por um casal hetero padrão, infelizmente era uma fantasia romântica que não condiz com a realidade que a grande maioria da comunidade lgbtqia+ em idade escolar encara. Não só pelos privilégios de homem cis branco que a orientação sexual de Simon estava atrelada, mas também por toda a rede de apoio e aceitação em casa que passa longe de ser um padrão.

Além da sensível storyline principal, são apresentadas diversas pequenas situações que podem ter um enorme peso para se lidar na adolescência, como descobrir infidelidade no relacionamento dos seus pais, parentes ignorantes com pensamentos retrógrados, a pressão social para se encaixar, ser negligenciada em casa ou aceitar uma nova madrasta (interpretada por Sophia Bush, a eterna Brooke Davis de “One Tree Hill”). E não subestima seu publico alvo na didática com que aborda o spectrum de sexualidade ou preconceitos em geral.

Lindo de ver a diversidade do elenco e personagens que não são estereótipos ambulantes. A turma principal equilibra bem os dilemas de Victor (Michael Cimino) com a maturidade de Mia (Rachel Naomi Hilson, de “The Good Wife”) e a divertida ingenuidade de Lake (Bebe Wood, de “The Real O’Nealls”) e Felix (Anthony Turpel, de “No Good Nick”). E a simpatia de Ana Ortiz (de “Devious Maids) no papel da mãe do protagonista consegue entregar cenas preciosas como as de Jeniffer Garner no filme original.

São 10 episódios curtos que cativam a cada segundo. E não só pelas nostálgicas referências ao filme, pois a narrativa se sustenta muito bem sozinha. Bem escrita, sensível e extremamente necessária.


NAVEGUE

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