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Crítica: “Luta por Justiça”


Advogado recém-formado em Harvard, Bryan Stevenson (Michael B Jordan) vê na sua carreira uma chance de ajudar os mais pobres e pessoas que não tem condições de bancar assistência legal adequada. Ao assumir o caso de um homem negro no corredor da morte mesmo sem ter evidencias o suficiente para sua prisão, ele precisa enfrentar todo um sistema corrompido e injusto.


Adaptação de “Just Mercy: A Story of Justice and Redemption”, livro escrito pelo próprio Bryan Stevenson, esse longa é um necessário soco no estômago. Mesmo que o título nacional “Luta por Justiça” faça a trama parecer um grande clichê, é agonizante ver situações problemáticas de 30 anos atrás sendo perpetuados diariamente até hoje.


O enredo é denso e apresenta paralelamente diversas storylines complementares, o que acaba tornando o filme um pouco longo. Mas ótimas atuações e a construção de tensão das cenas não tornam a experiência cansativa.

É interessante assistir as escolhas de enquadramento do diretor Destin Daniel Cretton, sempre priorizando a perspectiva do oprimido em cenas fortes de opressão.



Não se deixe enganar pelo rostinho bonito de Michael B Jordan, com mais filmes assim ele tem tudo para se consagrar como um dos mais notáveis atores dessa geração. Os ternos da personagem já dão mais seriedade que os uniformes colados e shortinhos de luta que marcaram seus últimos trabalhos, mas é a sua potente atuação que norteia toda a narrativa e dá o tom necessário para cenas extremamente sensíveis.


Traz também os ganhadores do Oscar Jamie Foxx e Brie Larson em bons papéis coadjuvantes, mas nada tão notável para dentro de suas extensas carreiras.


Quando acontece o usual “Where are they now?” de final de filme baseado em fatos reais vem um confuso misto de alívio e revolta. Entre os refrescos de justiça finalmente sendo feita, é mostrado também que muita impunidade continua acontecendo e várias “personagens” saíram impunes na vida real dos atos controversos mostrados no filme.


Pode até parecer com algumas produções recentes dentro da mesma temática, como “Olhos que condenam” e “O Ódio que Você Semeia”. E, Infelizmente, AINDA precisamos de obras escancarando o racismo estrutural e dando voz a tantas narrativas silenciadas.



“Luta por Justiça” chega aos cinemas em 20 de Fevereiro, com distribuição nacional da Warner Bros. Pictures.

NAVEGUE

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