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Crítica: "Modo Avião"


A influencer Ana (Larissa Manoela) leva uma vida cada vez mais superficial com a ascensão de sua carreira. Mas quando vida real e virtual entram em conflito, ela precisa de uma intervenção e é mandada para a casa do seu avô no interior para entrar em “Modo Avião”.


A nova produção brasileira da Netflix se perde em apelos desesperados para atrair o público infanto-juvenil.

Mas a qualidade do filme esta longe de ser uma questão de gosto e público alvo, já que sua narrativa rasa subestima o intelecto de qualquer um.


A premissa lembra filmes adolescentes como “Hannah Montana: o Filme” e “Garota Mimada”, não fosse por seu desenvolvimento simplista e preguiçoso. O que começa a esboçar uma mensagem de dar mais valor à vida off-line termina sendo apenas mais uma grande reafirmação de estereótipos.


A protagonista Ana não colabora em nada para Larissa Manoela fugir de uma atuação como outra versão de sua própria personalidade midiática. Seus maiores esforços quando o arco tenta ir para um lado dramático acabam sendo mais cômicos que suas piadas prontas.


Katiuscia Canoro tenta cumprir o papel de vilã da história mirando em uma Miranda Priestly de “O Diabo Veste Prada”, mas acertando no máximo em uma madrasta de qualquer filme B do Disney Channel. E Erasmo Carlos nem parece se esforçar para fazer render uma personagem claramente mal escrita.


O núcleo do interior (que não cativou interesse o suficiente para lembrar os nomes das personagens) consegue ser mais intragável que a futilidade da protagonista, tanto em relação às garotas marrentas quanto ao insosso interesse romântico.



A duração de 1 hora e meia parece eterna devido a constante sensação de vergonha alheia que o filme consegue causar. Em geral, nada soa natural e é perceptível que o material tenta se levar a sério, o que só piora o produto final.


Além da estética totalmente ultrapassada nos recursos de tela para representar a influencia das redes sociais durante as cenas. O que não é surpresa já que são mentalidades de pessoas nos seus 30/40 anos por trás da criação desse tipo de conteúdo. Chega a ser revoltante uma cena em que uma pré-adolescente usa a gíria “maior ti-ti-ti” como se fosse uma expressão comum de seu vocabulário. Acordem para 2020!!!


É mais um desses filmes datados que não justificam a necessidade de sua produção e aumentam a sensação de desespero com os rumos do audiovisual brasileiro. Um entretenimento daqueles sem chance de te somar algo relevante, mas que também é impossível sair ileso de incômodos assistindo despretensiosamente.



“Modo Avião” já está disponível no catálogo da Netflix: https://www.netflix.com/br/title/81056195

NAVEGUE

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