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Crítica: “O Clube das Babás” (1ª Temporada)


As amigas Kristy, Marry Anne, Claudia, Stacey e Dawn decidem fundar o “Clube das Babas”, para garantir uma renda extra cuidando das crianças da vizinhança e poder compartilhar experiências. Mas vão descobrindo que conciliar os negócios com os perrengues do cotidiano pode ser coisa de gente grande.

“The Baby-Sitters Club” é um tesouro americano. A série de livros de Ann M. Martin começada em 1986 atravessou gerações e já havia sido adaptada para a televisão e o cinema anteriormente. Mas a produção da Netflix veio para resignificar a essência do material para uma nova geração com novos conflitos.

A diversidade das protagonistas é um dos pioneirismos que vem dos livros, o que abre diálogos sobre preconceitos e respeito ás ancestralidades para além da representatividade que traz para crianças de tantos grupos étnicos que dificilmente se identificam nas personagens padronizadas da mídia.


Independente de qualquer rótulo, é fácil se identificar com os dilemas das personagens. Seja a autoritária Kristy (Sophie Grace) entendendo que “grandes poderes vem com grandes responsabilidades” e que nem sempre o que julga ser certo vai ser certo para os outros. Ou a estilosa Claudia (Momona Tamada) tendo que lidar com as cobranças dos pais em áreas escolares que em nada somam para suas promissoras habilidades artísticas. Mary Anne (Malia Baker) amadurecendo e deixando de ser a garotinha que seu pai superprotegeu a vida toda. Stacey (Shay Rudolph) descobrindo a paixão e seus desastrosos efeitos emocionais. E a desconstruída Dawn (Xochitl Gomez) vendo que sua visão de um mundo mais justo esta longe de ser uma realidade.

Destaque também para a icônica Alicia Silverstone (amém Cher Horowitz) no papel da mãe da Kristy. Embora o restante do elenco adulto traga personagens rasas e quase que vilanizadas perto das atuações preciosas de tantos prodígios no auge da pré-adolescência.

As temáticas são coerentes para a faixa etária ali representada, mas sem subestimar a mentalidade de seu público-alvo ou temer ir fundo em certos “tabus” que poderiam restringir o alcance da série. Com muita sutileza e sensibilidade são abertas discussões sobre menstruação, desigualdades sociais, transexualidade, feminismo, e tantas outras pautas relevantes. Ás vezes apresentadas com uma didática que não soa natural em cena, mas que se faz necessária dada a visibilidade que terá.

Pode até fazer parte do catálogo infantil, mas é um entretenimento completo para todas as idades.


A 1º Temporada de “O Clube das Babás” já está disponível na Netflix: https://www.netflix.com/br/title/81005407

NAVEGUE

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