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Crítica: "O Mundo Sombrio de Sabrina" - Parte 3


A terceira parte de “O Mundo Sombrio de Sabrina” enganou a todos que esperavam conflitos mais rasos e despretensiosos depois do simpático vídeo musical de divulgação.

Foi fácil retomar a série após quase um ano de intervalo da temporada anterior, sendo esse o maior hiato desde seu lançamento.


Dentro de uma brilhante proposta que traz uma releitura nada convencional do inferno com referências para traumatizar qualquer fã de “O Mágico de Oz”, o primeiro episodio fecha as pontas soltas anteriores de forma nada sutil e acaba sendo quase que um anexo do restante do enredo desenvolvido.


Em geral, a estética pareceu mais complexa e rica em detalhes, tirando um pouco da impressão de baixo orçamento que a produção tinha. Ainda que as próteses “monstruosas” estejam mais infames que nunca.


Uma surpresa agradável é a inserção de números musicais (teoricamente) complementares a narrativa. Por mais que não seja possível dar muita credibilidade aos vocais, as coreografias são potentes e com um ar bem menos amador do que o criador Roberto Aguirre-Sacasa vem fazendo de forma tão desleixada em “Riverdale”.



A série sempre teve uma postura de muita representatividade e disseminação do empoderamento feminino, e mais uma vez acertou em cheio com a delicadeza com que foi abordada a pauta trans através da preciosa atuação de Lachlan Watson como Theo.


Os novos episódios tem um objetivo claro que é contornado apenas por situações complementares, não deixando o enredo tão confuso quanto nas temporadas anteriores. Afinal, as primeiras partes tinham uma maior preocupação em apresentar a complexidade desse universo.


Entre atividades demoníacas e (SPOILER!!!) até viagem no tempo, existe uma boa história sobre amadurecimento e amizade. Chega a ser irônico ouvir uma personagem dizer “Estamos no ensino médio e deveríamos nos preocupar com as provas, não com problemas do inferno”.


Com um humor ácido e consciente, não existem ressalvas nem para tirar sarro de sua própria mitologia absurda. Até para heresias existe um embasamento, o que torna a imersão no que beira o ridículo ainda mais gostosa.

Sabrina continua funcionando por não se levar a serio e abraçar todo o seu potencial bagaceira.



A terceira parte de "O Mundo Sombrio de Sabrina" já esta disponível na Netflix: https://www.netflix.com/title/80223989

NAVEGUE

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