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Crítica: Orange is the new Black - 7ª Temporada



Piper Kerman passou na prisão apenas 13 dos 15 meses que foi condenada por lavagem de dinheiro. Mas seu livro de memórias (Orange Is the New Black: My Year in a Women's Prison) deu origem a uma série que em 7 temporadas conseguiu revolucionar o jeito que a sociedade consome séries.


A proposta de acompanhar a rotina de um presídio feminino abre um enorme leque de possibilidades narrativas, mas a chave do sucesso é a humanização de suas personagens através de flashbacks que mostram o contexto (injusto, na maioria das vezes) de seus “crimes”.


Confesso que ao longo dos anos foi ficando difícil lembrar os nomes e condenações de cada personagem, não por não serem marcantes e muito menos por uma construção rasa, mas por apresentarem muitos núcleos simultaneamente. Esse fator pode até ter resultado em alguns episódios arrastados e uma certa temporada infeliz, mas é difícil ver arcos dramáticos que se mantém consistentes por mais de 4 temporadas.


E como uma senhora que acompanha mais de 70 séries atualmente, tenho liberdade poética para pular cenas de episódios. Mas essa foi a primeira temporada que nem me passou pela cabeça pular certos núcleos.





Essa temporada é digna do clichê “Fechou com chave de ouro”.

Foram cerca de 30 personagens recebendo um final digno e coerente (mesmo que resumido a um frame). O que não impediu a apresentação de novas narrativas e a abordagem impecável de temas como deportação, mutilação genital feminina, suicídio, assédio, luto e depressão.


Foram cenas difíceis de assistir tranquilamente, mas que fazem jus a cada construção de personagem e que se fazem extremamente necessárias atualmente. E ao mesmo tempo foi revigorante ver cada momento de humanidade em meio a tanta frieza dessa ficção nem um pouco distante da realidade.


Todos merecem a chance de ver cada jornada de cada personagem sem nenhum spoiler meu pra estragar a experiência, então me abstenho apenas a dizer:

Preparem o coração para a sétima e última temporada de Orange is the New Black, já disponível na Netflix.




NAVEGUE

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