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Crítica: “Para todos os garotos: P.S. ainda amo você”


Após os confusos acontecimentos do primeiro filme, Lara Jean (Lana Condor) e Peter Kavinsky (Noah Centineo) são oficialmente um casal (real oficial, sem fingir dessa vez). E não bastasse o confronto de experiências românticas entres os dois, tudo se complica quando o remetente de uma das cartas da garota retorna para sua vida.


É um alivio ver que, problematizações á parte, essa nova geração esta se iludindo com romances críveis e sem os apelos fantasiosos que rodeavam sagas como “Crepúsculo” ou os frutos trágicos da Escola Nicholas Spark em que sempre “alguém morre de uma doença incurável no final”. “Para Todos os Garotos” é o tipo de narrativa que se apoia bem em tudo que já funcionou na dramaturgia teen, mas que foge do genérico ao traduzir isso de forma atualizada.


O segundo filme deixa claro que a Netflix reconheceu o potencial do produto e investiu pesado. Não menospreza a falta de senso crítico de seu público alvo majoritariamente pré-adolescente e entrega uma estética que não tem a mesma cara de baixo orçamento do projeto anterior.


A atmosfera criada com trilha sonora clichê e cenários que parecem saídos do Tumblr vem acompanhada de bons planos de filmagens e uma inteligente paleta de cores, principalmente nos figurinos, que complementa a leitura de emoções.


Não é surpresa a doçura que Lana Condor traz para Lara Jean e muito menos a (falta de) personalidade que Noah Centineo traz para o galãzinho superestimado Peter Kavinsky, ainda que nessa sequencia o ator demonstre mais esforço para tentar atuar.


Mas foi feito um bom trabalho de expandir o arco de personagens secundários como um esboço de recomeço romântico para o pai das irmãs Covey (John Corbett) e a bela mensagem de sororidade que fecha a relação de LJ e Gen (Emilija Baranac).

Além da brilhante adição da veterana Holland Taylor como a virtuosa Stormy. Diferente de Jordan Fisher, que entrou no páreo de forçação de carisma junto ao personagem de Centineo.


Esta longe de ser novidade o quanto tentam vender esse dilema de “ter que escolher entre dois pretendentes” como algo que toda adolescente sonha em passar. Mas essa trama traz uma maior maturidade ao não romantizar certos estereótipos e ainda abordar com leveza um dialogo sobre respeitar o timing dentro do despertar sexual de cada um.


Não deixa de ser mais um romance adolescente bobinho que deixa claro que não foi feito pra quem já se amargurou com a vida no auge dos 20 anos, mas ainda assim consegue ser uma boa válvula de escape para assistir despretensiosamente.


É previsível o bastante para aguardar ansiosamente pela terceira parte (que já finalizou suas filmagens).



“Para todos os garotos: P.S. ainda amo você” já esta disponível na Netflix: https://www.netflix.com/br/title/81030842

NAVEGUE

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