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Crítica: "Spin Out"


Após uma queda traumática, a patinadora Kat Baker (Kaya Scodelario) recebe a oportunidade de retomar sua carreira fazendo dupla com um talentoso e controverso patinador que nunca conseguiu manter uma parceira por muito tempo. Entre desgastes físicos e emocionais, seus limites artísticos são explorados ao extremo.


A primeira impressão remete a um misto de “Black Swan” com “I, Tonya”, o que já cria altas expectativas desde a pouca divulgação prévia que a série teve. Mas em poucos episódios é exposto um nada glamouroso universo da patinação artística com maestria técnica sem ficar maçante para o publico leigo.

Além de dar espaço para desenvolver narrativas que abordam temáticas sérias que rodeiam esse meio, como racismo, assédio sexual e abusos psicológicos.


Kaya Scodelario entrega uma atuação impecável em cada sutileza da conturbada cabeça de Kat. Seu preparo físico para o papel é impressionante, sendo difícil identificar quais cenas foram feitas com sua dublê na combinação de sua entrega com uma montagem meticulosa. A evolução de sua personagem traz um impressionante retrato do distúrbio bipolar, o que esta cada vez mais difícil de se ver nas séries atuais.



A relação de amor e ódio com o Justin de Evan Roderick é latente do inicio ao fim. Sua química com a personagem de Scodelario consegue ser cativante sem romantizar a toxidade que a contorna.


Destaque também para as atrizes Sarah Wright Olsen e January Jones, que entregam duas figuras maternas completamente opostas que acabam se completando ao longo da narrativa.


É um alivio ver o esforço que o roteiro faz para desenvolver um pouco de cada personagem através de flashbacks ao longo dos episódios. Não só pela profundidade de seus arcos dramáticos, mas para colocar todos os envolvidos na trama em uma posição de vulnerabilidade que torna tudo ainda mais intenso.


Assim como a fotografia colabora para o ritmo ser tão frenético que fica impossível não maratonar de uma vez só. Um trabalho meticuloso de trazer grandiosidade com planos aéreos abertos, mas também trabalhar enquadramentos intimistas para nos aproximar dos conflitos internos das personagens.



Uma bela surpresa para já começar o ano criando expectativas com a renovação para uma segunda temporada.


“Spin Out” está disponível no catálogo da Netflix: https://www.netflix.com/title/80201590

NAVEGUE

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