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Crítica: "The Politician"



Os delírios de grandeza do jovem Payton Hobart (Ben Platt) o fazem acreditar que esta predestinado à presidência dos EUA, traçando desde cedo cada passo para alcançar sua meta e disposto a fazer literalmente tudo o que for preciso para chegar ao topo.


Ryan Murphy sempre nos decepciona e nós amamos isso! Em seu primeiro projeto com a Netflix fica claro que sua essência transborda com um orçamento maior digno do serviço de streaming. Em um primeiro momento até lembra o estilo de sua precocemente cancelada “The New Normal”.


Não é novidade o looping que o criador sempre faz ao abrir diversas lacunas interessantes e se desviar de todas elas ao final da temporada, mas The Politician se supera em atirar para todos os lados e não chegar a lugar nenhum. Além de não fazer a mínima questão de negar que seus plots são copiados de fórmulas de sucesso dos últimos tempos, como personagens inspirados no caso “Gypsy Rose/Dee Dee Blanchard” (recentemente adaptado na série “The Act”) e o descarado episódio “Gone Girl”, que subverte o enredo de “Garota Exemplar”.


Ben Platt mais uma vez fazendo o frenético papel de ele mesmo. Muito tique nervoso e expressões rasas pra uma personagem que consegue ser a versão política (e ainda mais insuportável) da Rachel Berry de Glee. O fato de ele aparentar ter seus quase 30 anos e interpretar um adolescente no colegial acaba sendo o aspecto menos preocupante em sua atuação ao longo dos episódios.





Jessica Lange está brilhante em mais um delicioso papel de megera que Murphy adora colocar em suas obras mesmo sem necessidade alguma (mas que sempre amamos). Gwyneth Paltrow faz bem uma personagem deixada de lado na trama, e é uma pena ver tanto carisma desperdiçado em pouco tempo de tela. Assim como Zoey Deutch, que faz milagres com uma personagem escrita de forma preguiçosa.

O único personagem que realmente tem carisma e não é simplesmente uma caricatura ambulante (SPOILER ALERT!!!) comete suicídio no primeiro episodio.


Essa série consegue ser mais perigosa do que a desnecessariamente massacrada “Insatiable”, já que se disfarçada de comédia para glamourizar adolescentes ricos sendo inconsequentes. A primeira temporada mais pareceu um longo e desnecessário prólogo de uma promissora história futura que começa a ser esboçada no último episodio, já que aparentemente o enredo para uma próxima temporada será menos centrado em probleminhas de gente privilegiada.


Mas é importante dizer que é uma boa produção com uma bela fotografia, sendo valido desperdiçar algumas horinhas maratonando e, talvez, até se divertir um pouco enquanto passa raiva.




NAVEGUE

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