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Crítica: “Upload” (1ª Temporada)


Num futuro não tão distante, o upload da consciência humana em paraísos virtuais é uma alternativa para a ainda inevitável morte. Um estranho acidente de carro automático faz Nathan (Robbie Amell) antecipar sua já planejada estada eterna no serviço “Lake View”, onde será guiado pela “anja” Nora (Andy Allo) nessa jornada pós-vida.

A nova comédia de Greg Daniels (“Parks and Recreation”) para o Prime Video em um primeiro momento parece uma versão Black Mirror de “The Good Place”. Mas o que começa como uma divertida distopia logo te engaja em adrenalina e mistérios. E entre humor e mistérios fica a reflexão do quanto as conexões humanas são cada vez mais necessárias em um mundo cada vez mais virtual. A vida “eterna” pode ser muito mais problemática do que se imagina.

O futuro criado para a trama é quase palpável quando nos conecta o tempo todo com nosso universo através de referências da cultura pop em diálogos ou detalhes nos cenários. E a linguagem que a série criou para traduzir o mundo digital torna toda a experiência ainda mais imersiva (em 2033 os “Ads” só vão piorar, acreditem!).

O grande destaque do elenco é a ainda pouco conhecida Andy Allo, que tem uma significativa carreira na música e apenas algumas participações recentes em “Pitch Perfect 3” e a série “Chicago Fire” no currículo. A construção da Nora é sensível e certeira, estando longe de parecer que é seu primeiro grande papel em um projeto de peso.

Já Robbie Amell pela primeira vez se mostra mais do que apenas um rostinho bonito e um corpo padrão dando conta do arco bem escrito de seu personagem. Além dos ótimos alívios cômicos garantidos pela acidez e carismática antipatia de Allegra Edwards.

Algumas personagens secundárias não são tão bem desenvolvidas e apenas cumprem funções narrativas rasas, mas nada que fragilize a qualidade do roteiro. Porém, seria interessante ver mais destaque para o intrigante plot do pequeno Dylan (interpretado com habilidade de gente grande por Rhys Slack), um hóspede de Lake View “eternizado” no corpo de criança que com o tempo foi acumulando maturidade e passa por uma puberdade interna que o exterior não acompanha.

Em 10 episódios com duração média de 30 minutos da para se apegar as personagens como se já fossem conhecidos de outras vidas. Que o Prime vídeo nem pense em cancelar essa preciosidade antes de pelo menos mais uma temporada que traga as respostas para todos os cliffhangers que fecham a temporada no ápice da emoção.


NAVEGUE

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