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Crítica: VOCÊ (YOU) - 2ª Temporada


Joe (Penn Badgley) assume uma nova identidade e muda de cidade na esperança de fugir dos demônios de seu passado. Mas tudo se complica quando flashes de sua infância conturbada começam a voltar e um novo amor (ou seria alvo?) cruza seu caminho.


A primeira temporada de YOU demorou para engatar o sucesso com sua exibição original no canal Lifetime, mas sua distribuição mundial pela Netflix deu tanto resultado que o serviço de streaming assumiu a produção da segunda temporada como parte de seu conteúdo original.

Baseada em “Hidden Bodies”, sequência do livro de Caroline Kepnes, os dez episódios foram liberados de uma vez, diferente da exibição semanal que o primeiro ano da série teve.


O enredo consegue funcionar sem repetir formulas e ainda brincar com as repetições de padrão na mente de um psicopata. Além de trabalhar o cenário de Los Angeles quase que como uma personagem da história com quem o protagonista tem uma interessante relação de amor e ódio. Assim como toda a frieza de Nova York conseguia proporcionar para Joe uma zona de conforto, a irritante descontração de LA consegue aflorar sua vulnerabilidade.

A fotografia é usada de forma inteligente, alternando cortes que se comunicam e se complementam. Como por exemplo, (SPOILER ALERT) uma cena de culinária alternando com cortes de um corpo sendo desmembrado. São incontáveis as sutilezas do comportamento psicopata que são capturadas, levando o espectador a entender um pouco da mentalidade desse universo.



Mas a série só é o que é pela frenética imersão de Penn Badgley no papel de um psicopata extremamente complexo. Não que Victoria Pedretti fique atrás, sua sensibilidade faz com que a personagem Love Quinn termine a temporada como uma personificação do amor e, consequentemente, suas falhas.

Um enorme acerto foi não terem repetido o descaso com personagens secundários, já que a temporada anterior trouxe apenas caricaturas descartáveis com funções soltas na narrativa e nenhum desenvolvimento relevante.

Destacando principalmente a intensa atuação do novato James Scully (que já era promissor desde o JD na memorável série de “Heathers”) como o problemático Forty Quinn e a pequena notável Jenna Ortega em cada cena preciosa da jovem Ellie.


O enredo consegue ser mais instigante que o da primeira temporada, com uma narrativa ainda mais complexa e sem se perder em suas reviravoltas (que não são poucas). Além da precaução de explicitar mais as problemáticas de questões que foram anteriormente romantizadas por parte do público.

São 10 episódios impossíveis de não se assistir de uma só vez e com um final subjetivo que pode ou não ser gancho para uma próxima temporada (se é que ela seria necessária depois de um desfecho tão bem estruturado).


Confira VOCÊ na Netflix: https://www.netflix.com/title/80211991

NAVEGUE

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