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  • DARA

Estou Pensando Em Acabar Com Tudo - Netflix (CRÍTICA)



Uma jornada belíssimamente abstrata para dentro da mente dos personagens e de nossas próprias. Específico em sua universalidade Eu Estou Pensando Em Acabar com Tudo, obra de Charlie Kaufman, diretor de O Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, leva o público em uma viagem intensa. O filme nos convida a revisitar nossos conceitos sobre tempo, realidade e consciência.

A premissa é aparentemente simples: Lucy namora com Jake e está pensando em terminar com ele. Para ela, existem muitos motivos pelos quais o relacionamento não está indo à lugar nenhum, mas permanece presa pelas leis da física. Para ela, é mais fácil continuar, pela dificuldade que a alternativa apresenta. No entanto, o filme se inicia com uma viagem dos dois para visitar os pais de Jake. Lucy e Jake são físicos e, Lucy, também artista. Os diálogos entre os dois levam o espectador numa viagem complexa, e assustadoramente honesta. De uma tempestade na estrada coberta de neve, à um jantar bizarro, uma sorveteria de beira de estrada e aos corredores de uma escola de ensino médio no meio da madrugada, tudo o que acontece parece estar completamente fora da realidade esperada. Ou do conceito de realidade comum. 

A obra é extremamente cerebral. Uma enxurrada de referências clássicas que vão dos reinos da física quântica ao teatro musical, Charlie Kaufman é capaz de transformar a mais comum das situações em uma viagem surrealista. Constantemente pondo em discussão a relatividade da realidade.

Esse filme pede atenção, e é ideal para os dias em que estamos afim de questionar o próprio conceito de existência.




NAVEGUE

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