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Crítica: "O Relatório"




O filme “O Relatório” dirigido por Scott Z. Burns estrelado por Adam Driver, Annette Bening e Jon Hamm. O longa, baseado em fatos reais, retrata o idealista Daniel J. Jones (Driver), encarregado de liderar uma investigação sobre o Programa de Detenção e Interrogatório da CIA, criado após os atentados de 11 de setembro. A busca de Jones pela verdade o levará a descobertas explosivas que mostram até que ponto a principal agência de inteligência dos Estados Unidos foi capaz de chegar para destruir evidências, subverter a lei e ocultar um segredo brutal da população americana.

Desde pequena tenho interesse por filmes que retratam eventos e escândalos como “A Hora Mais Escura” (2012), que conta como a CIA capturou e executou Osama Bin Laden em 2011, e de documentários que retratam tais eventos com menos ficção e mais transparência. Portanto, quando assisti ao trailer já fiquei ansiosa para assistir ao filme.

A obra já começa, de maneira sigilosa, mostrando o que acontece no final da trama. Então entramos na história de maneira linear, acompanhando o personagem de Driver que passa por uma transformação muito aparente. Seu personagem começa como um jovem promissor procurando um lugar “atrás das cortinas” do senado americano e ao ser escolhido para investigar a CIA e chegar a certas conclusões, percebe-se a perda de sua confiança e credibilidade perante ao Estado americano. Me intriga como, em um país tão patriota, existem produções que expõem e duvidam da moral divulgada como um dos pilares da nação.

O filme instiga um sentimento de indignação com o tamanho do esquema para deixar de responsabilizar pessoas em altos cargos que cometeram crimes inimagináveis e como uma nação que serve como modelo para grande parte do mundo, tem segredos obscuros que precisam ser expostos.

Para mim “O Relatório” é um excelente filme que abre portas para uma discussão sobre a política atual que a comparação entre o Brasil e os Estados Unidos para além da trama do filme, analisando a potência dessa obra audiovisual. Como nos Estados Unidos é possível realizar um filme contendo tamanha crítica ao governo por existirem leis claras da livre expressão, ao contrário do Brasil e do momento que vivemos com constante medo da maior financiadora de projetos audiovisuais, Ancine, simplesmente ser censurada ou até fechada pelo governo.


O filme estreia dia 7 de novembro nos cinemas de todo o Brasil.

Confira o trailer legendado abaixo:



NAVEGUE

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