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  • DARA

Todos precisam maratonar: The Haunting of Hill House


                                         

Hill house, antes.

A família Crain se muda para uma casa grande, antiga, barulhenta.

Exploram cada canto, criam suas histórias, viram parte da casa. 

O que faz nascer um lar?

Olivia, a mãe, diz que toda casa é como um corpo. As paredes são ossos, os canos são veias, e toda casa tem um coração, e um estômago. Tudo trabalha junto para manter todos felizes e em segurança.

Ou em cativeiro.


Hill house é um labirinto. Um organismo vivo, que precisa se alimentar. Um trauma que persegue a família Crain, mesmo depois de escaparem de sua escuridão. Nessa série criada por Mike Flanagan e inspirada pelo livro homônimo de Shirley Jackson, vivenciamos junto com cada personagem o que o luto, o trauma e os segredos fazem com uma família e seus indivíduos. Somos transportados pela história de forma não linear, intercalando entre momentos do passado da família na casa e o presente, muitas cenas são vistas mais de uma vez de pontos de vista diferentes ou com informações novas. Com uma narrativa muito inteligente e complexa, a trama vai se construindo como um quebra-cabeças na mente do espectador, talvez por isso seja humanamente impossível tirar os olhos da tela. 

O próprio Stephen King comentou que a produção é “o trabalho próximo de genial”, tenho que concordar. Fora a narrativa incrível, ainda nos deparamos com um elenco completamente imerso no universo criado, que não vacila. A fotografia também faz um trabalho muito preciso e bonito, e a maioria dos momentos paranormais são completamente críveis (com exceção de uns dois, pra mim).


É refrescante ver um terror que não apela pra jumpscare, só pra adicionar mais uma qualidade. Claro, existem alguns, mas esse não é o principal artifício utilizado. Inclusive, é difícil se ter um susto parecido duas vezes. O terror de Hill House se constrói na tensão, no mistério e em tudo o que não se sabe. Pode-se entender o aspecto do terror na narrativa também como um representante de todo o medo, culpa e dos segredos que os personagens carregam nas costas. 


Acima de tudo, eu nunca imaginei que choraria numa história de terror. E não de medo, a coisa da emoção mesmo. Acima de tudo, a série é linda. Os personagens tem arcos narrativos muito satisfatórios, e desenvolvimento. É difícil não se apegar, portanto, se prepare pra sofrer junto com eles. Importante mencionar também a inclusão de uma mulher lésbica em um papel de destaque, com um desenvolvimento que vai muito além de sua sexualidade. Representatividade! Adicionando ainda mais lágrimas, os relacionamentos dos personagens são muito fortes e muito bem construídos pelos atores. 


Assistir uma vez talvez não seja suficiente, pra mim não foi. Em cada análise, se encontra um peça nova para o quebra-cabeça, ou uma nova interpretação. A obra vive, transcende seu “final”. Pulsa. Essas são as melhores, não são? 




NAVEGUE

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