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TODOS PRECISAM MARATONAR: “Unbreakable Kimmy Schmidt”



O que todos nós temos em comum com uma garota que foi sequestrada por um reverendo e passou 15 anos em um bunker acreditando ser uma das únicas sobreviventes do apocalipse? Acreditem, TUDO!


Essa é a premissa da série “Unbreakable Kimmy Schmidt”, que acompanha a jovem Kimmy tentando se resocializar num mundo que deixou de conhecer após tantos anos presa em um culto subterrâneo.


Lembro que depois de assistir o filme “O Quarto de Jack” (Em que a personagem de Brie Larson é sequestrada e tenta fazer o cativeiro ser o menos pior possível para seu filho fruto dos estupros de seu sequestrador) fiquei pensando em coisas idiotas como “Imagina quantas temporadas de série atrasadas” e “Imagina quantas fases da Britney Spears ela perdeu”, por ser impensável pra mim o sofrimento de não viver a sua vida e de repente voltar para ela sem conseguir reconhecer tudo que esta em volta.


E a leveza de “Unbreakable” me faz refletir sobre o bunker interno que nos faz ver a vida passando e não conseguir fazer nada a respeito na adolescência, até que saímos para a vida adulta e percebemos que estamos totalmente despreparados e desamparados.


Quantas vezes o meme “Para o mundo que eu quero descer” fez todo o sentido? Ás vezes parece que a vida adulta não é para mim e tudo que eu mais preciso é colocar um tênis com luzinhas que piscam. A atitude extremamente positiva de Kimmy é uma inspiração para lidar com os perrengues sempre tentando ver o lado bom da vida.

A inspiração da série foi uma divagação de Tina Fey que, pensando em tudo que suas filhas iriam passar até os 30 anos, se questionou sobre as mulheres que por algum motivo não passam por situações clichê que ajudam no amadurecimento.


Quem não esta acostumado com a típica confusão genial da Tina pode se perder nos loopings bizarros da narrativa, mas é justamente nas situações mais absurdas que você consegue se comunicar com cada um dos personagens, incluindo os mais disfuncionais.


A série da Netflix soube a hora certa de parar (ao contrário da maioria das séries que no primeiro sinal de sucesso tentam se estender desnecessariamente em prol do lucro) e conseguiu fechar brilhantemente sua narrativa em quatro temporadas.


Faço esse texto para eternizar o valor dessa série que provavelmente vai se perder nessa era volúvel em que o lançamento da semana é esquecido até o fim do mês.


Todxs precisam maratonar “Unbreakable Kimmy Schmidt” e apreciar as pequenas coisas que não precisam fazer sentido para nos fazer bem.



NAVEGUE

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