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Crítica: "Turma da Mônica: Laços"



Quando o cachorro Floquinho some, Cebolinha precisa traçar mais um de seus planos infalíveis, colocando a Turma da Mônica em uma jornada de aventuras que põe a prova seus laços de amizade.


Um enredo simples, com a leveza um gibi que, em poucas paginas, apresenta um começo, meio e fim de mais uma aventura desses personagens tão amados. O que torna o filme um marco é a delicadeza nos detalhes de uma grande produção.

O filme é a realização de um sonho coletivo, de um autor que sempre sonhou em ver seus desenhos ganhando vida, de um diretor que é fã nº 1 dos quadrinhos, e de um Brasil que, independente da geração, cresceu com a Turma da Mônica.




Baseado na graphic novel “Laços”, o filme traduz com maestria todo o universo criado por Mauricio de Souza e vem cheio de referencias de sua vasta obra. Seja em easter eggs de personagens de outros segmentos a piadas internas sobre os personagens não usarem sapatos e sempre usarem a mesma roupa, não tem como evitar a nostalgia.


Com locações em Holambra e algumas cidades do interior, o “Bairro do Limoeiro” da telona é tão rico em detalhes que chegam a causar estranhamento por ser idêntico aos quadrinhos. Uma direção de arte que minuciosamente criou uma atmosfera única e uma paleta de cores impressionante.



Assim como as caracterizações impecáveis das crianças e, principalmente, do elenco adulto. O que não seria nada sem as atuações brilhantes de um elenco escolhido a dedo.

Giulia Benite É a Mônica. Kevin Vechiatto (e seu penteado) É o Cebolinha. Laura Rauseo É A MAGALI. Gabriel Moreira É o Cascão. Independente do quanto dos atores foi doado para as personagens, a essência de cada um estava intacta nas atuações.


Além das participações mais do que especiais de Monica Iozzi como a mãe da Mônica (irônico?), Paulo Vilhena e Fafá Rennó como os pais do Cebolinha, e a maravilhosa viagem de ácido que é ver Rodrigo Santoro como o Louco.




Durante a coletiva de imprensa era inegável o brilho nos olhos de todos os envolvidos, mesmo em relatos como a dificuldade de filmar uma externa noturna na floresta com crianças e cachorro existia uma unanimidade de gratidão por levantar esse projeto.


A começar pelo diretor Daniel Rezende, que mais parecia uma criança uma criança que acaba de ganhar um brinquedo novo. Depois de seu ultimo trabalho em Bingo: O Rei das manhãs, sua carreira vai precisar abrir espaço para as desejadas (e prometidas) sequencias e projetos futuros de Turma da Mônica no cinema.


Um filme ideal pra levar criança pro cinema, principalmente a sua interior. Mas sem descartar a possibilidade de uma choradinha ou duas no meio dessa deliciosa comédia.



“Turma da Monica: Laços” estreia em 27 de Junho nos cinemas de todo o Brasil.

NAVEGUE

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